sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Os tesouros da nossa vida


A partir da reflexão feita por Berenice Adams, queria colocar, que também no Parcão temos muitos tesouros, tesouros que são naturalmente valiosos. Para nós cabe a felicidade de apreciar esse tesouro,  ao mesmo tempo que zelemos por ele,  para que as futuras gerações possam herdar desses tesouros. E para que o cuidado seja  efetivo, temos que conhecê-lo e entendê-lo para que tomemos os cuidados que se fazem necessários. Quanto mais conhecermos sobre suas particularidades , sobre sua fauna e  flora , as interindependências entre elas, mais zelosos poderemos nos tornar. Reverenciando todas as formas de vida que nele habitam, poderemos nos conectar de uma forma que nos sentiremos parte dele, pertencentes a ele, e sabermos enxergar os tesouros que lá se encontram, e que as vezes passam desapercebidos, ou não entendemos o real valor  que eles tem.  Que possamos tomar a decisão de cuidar bem de nossos tesouros! 

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Estatuto do Natal - Ernest Sarlet


Art. I: Que a estrela que guiou os Reis Magos para o caminho de Belém
guie-nos também nos caminhos difíceis da vida.
Art. II: Que o Natal não seja somente um dia, mas 365 dias.
Art. III: Que o Natal seja um nascer de esperança, de fé e de fraternidade.
Parágrafo único: Fica decretado que o Natal não é comercial, e sim espiritual.
Art. IV:Que os homens, ao falarem em crise,
lembrem-se de uma manjedoura e uma estrela,
que como bússola, apontem para o Norte da Salvação.
Art. V: Que, no Natal, os homens façam como as crianças:
dêem-se as mãos e tentem promover a paz.
Art. VI: Que haja menos desânimos, desconfianças, desamores, tristezas.
E mais confiança no menino Jesus.
Parágrafo único: Fica decretado que o nascimento de Deus Menino é para todos:
pobres e ricos, negros e brancos.
Art. VII: Que os homens não sigam a corrida consumista de ter,
mas voltem-se para o ser, louvando o Seu Criador.
Art. VIII: Que os canhões silenciem,
que as bombas fiquem eternamente guardadas nos arsenais,
que se ouça os anjos cantarem Glória a Deus no mais alto dos céus.
Parágrafo único: Fica decretado que o Menino de Belém
deve ser reconhecido por todos os homens
como Filho de Deus, irmão de todos!
Art. IX: Que o Natal não seja somente um momento de festas, presentes.
Art. X: Que o Natal dê a todos um coração puro,
livre, alegre, cheio de fé e de amor.
Art. XI: Que o Natal seja um corte no egoísmo.
Que os homens de boa vontade comecem a compartilhar,
cada um no seu nível, em seu lugar,
os bens e conquistas da civilização e cultura da humildade.
Art. XII: Que a manjedoura seja a convergência
de todas as coordenadas das idéias,
das invenções, das ações e esperanças dos homens
para a concretização da paz universal.
Parágrafo único: Fica decretado que todos devem poder dizer,
ao se darem as mãos: Feliz Natal!

Ernest Sarlet (1932 - 2006)

30/11/2006
“Cá entre nós” – assumo aqui esse o título de mensagens do Professor Ernest Sarlet -, “cá entre nós”, tudo tem seu tempo, e 74 anos é uma boa idade. Mas é doloroso receber e divulgar uma notícia como esta, a do falecimento do Professor Ernest Sarlet, natural da Bélgica, brasileiro e luterano por opção.
Aconteceu ontem, 29 de novembro de 2006, em Novo Hamburgo, município em que atuou durante mais de 50 anos. Foi professor em escolas e faculdades, foi Secretário de Educação e Cultura, autor de livros e artigos, palestrante muito solicitado, locutor de mensagens e reflexões, sempre ricas e pertinentes para os ouvintes em qualquer lugar e idade. Seus conhecimentos de filosofia, sociologia e psicologia, ligados com sabedoria e postura ética e humana, irradiaram para além das comunidades escolares, eclesiais e municipais. Motivaram mudanças de atitude e transformações na área de recursos humanos em empresas em termos de responsabilidade social, na cidadania, no meio-ambiente. Outras pessoas e entidades saberão reconhecer os frutos da contribuição do Professor Sarlet em suas áreas.
Evidentemente, como Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB) não podemos falar do Professor Sarlet sem este horizonte amplo de sua visão e atuação, de seu serviço e testemunho na sociedade. E tanto mais somos gratos pelos bons serviços prestados mais diretamente no âmbito da Igreja, quer como diretor da Fundação Evangélica, professor em Ivoti, docente na Escola Superior de Teologia. Mas talvez as marcas mais profundas na vida de toda uma geração de membros da IECLB estejam relacionadas com seu trabalho criativo e animador que desenvolveu como Secretário Geral da Juventude Evangélica da IECLB nos anos sessenta. Basta lembrar as Escolas de Líderes, seus textos nos Cadernos de Orientação para a JE e na Revista da Juventude Evangélica. Sem ser obreiro da IECLB, em termos de ministério ordenado, exerceu ministérios muito autênticos e abençoados ao colocar seus dons a serviço da Igreja e das pessoas.
Por tudo isso, como Pastor Presidente, expresso a gratidão da IECLB, ao Professor Sarlet e os votos de conforto aos familiares, na certeza da ressurreição em Cristo. Mas também pessoalmente tenho um grande preito de gratidão ao Professor Sarlet. Em meu tempo de estudante de teologia, participei em 1963 da Escola de Líderes da JE e, a seu pedido, integrei equipe de escola de líderes que se deslocou a Santa Catarina, Paraná e São Paulo, e também o representei em congressos da Juventude Evangélica (num deles conheci Madalena, que haveria de se tornar minha esposa).
Por oportuno, nesta época pré-natalina, transcrevemos de sua autoria o “Estatuto de Natal”. E tenho certeza que o testemunho do Professor Sarlet, por suas palavras, por seus exemplos e sua atitude de vida, continuará dando ricos frutos na seara do Mestre, na sociedade humana, em muitas vidas. Rogo a Deus que, por sua graça, assim seja.
Porto Alegre, 30 de novembro de 2006.
Walter Altmann
Pastor Presidente da IECLB

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Aprenda a diferença entre cágados, jabutis e tartarugas


Aprenda a diferença entre cágados, jabutis e tartarugas

Por ((o))eco*
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Tartarugas, cágados e jabutis são membros da ordem Testudinata, mas conhecida como quelônios: os répteis dotados de carapaça. Embora pertençam à mesma ordem, e sejam muito parecidos, estes quelônios possuem diferenças entre si: os jabutis são os quelônios terrestres, ou seja, que vivem em terra, como é o caso do jabuti vermelho (Geochelone carbonaria) e do jabuti amarelo (Geochelone denticulata); os cágados são os quelônios considerados semiaquáticos, aqueles realizam parte de suas atividades dentro da água e parte de suas atividades fora da água, a exemplo do cágado-de-barbicha (Phrynops geoffroanus); as tartarugas são os quelônios que vivem todo tempo dentro da água saindo apenas para desovar ou tomar sol, aqui incluídas todas as espécies de tartaruga marinha e de água doce, como a tartaruga-da-amazônia (Podocnemis expansa), o tracajá (Podocnemis unifilis), a iaça (Podocnemis sextuberculata) e a irapuca (Podocnemis erythrocephala).


Além dos habitats, características morfológicas também distinguem estes animais: em relação aos demais, o casco do jabuti é mais alto e bastante pesado. Em contraste, tartarugas e cágados têm cascos hidrodinâmicos: mais leves e num formato que os ajuda a não afundar na água e nadar com velocidade e agilidade.
As patas traseiras do jabuti tem um formato cilíndrico, que lembram as patas de um elefante. Em razão dos membros curtos e o peso do casco, jabutis são famosos por mover-se lentamente. Os cágados possuem o casco mais achatado, o pescoço mais longo e suas patas possuem dedos com membranas. Quando precisam esconder a cabeça, ela é dobrada lateralmente para dentro do casco, diferente das tartarugas e jabutis que retraem o pescoço verticalmente. As tartarugas são os quelônios mais numerosos. Apesar de bem semelhantes aos cágados, suas patas em geral tem formato de pá, que usam como remos para nadar.

*Com colaboração de Camila Ferrara, ecóloga de fauna aquática da WCS
Fonte:
http://www.oeco.org.br/dicionario-ambiental/28110-aprenda-a-diferenca-entre-cagados-jabutis-e-tartarugas/

terça-feira, 18 de julho de 2017

Projeto 90 anos - 90 árvores

Artigo abaixo postado originalmente no site do Movimento Roesseler:  http://movimentoroessler.org/projeto-90-anos-90-arvores
Projeto 90 anos – 90 árvores

A partir do convite da SEMAM, feito através da Maya Ruschel para as educadoras ambientais do Parque Henrique Luís Roessler Adriana Backes e Rosemari de Lima e Silva, aconteceu o Projeto 90 anos – 90 árvores. Neste projeto, que contou com a assessoria e apoio do Técnico Florestal Carlos Drumm, foram plantadas no Parcão 90 árvores em comemoração aos 90 anos de Novo Hamburgo e a reinauguração do parque que aconteceu no dia 15 de Junho de 2017. Neste dia a Prefeita Fátima Daudt, o Secretário Municipal do Meio Ambiente Udo Sarlet e o Deputado Estadual Lucas Redecker realizaram o plantio de um Ipê Roxo. No dia 15 de Julho este projeto foi finalizado com o plantio de uma Guajuvira pelo Movimento Roessler, que nos anos 80 teve como grande bandeira de luta a aquisição deste parque para a nossa cidade.

Durante este período o plantio foi feito por diversos representantes da comunidade: alunos de escolas municipais, professores do coletivo educador, equipe da SEMAM, Bere Adams da Revista de Educação Ambiental e Projeto Apoema, funcionários do Parque que estão envolvidos com os serviços de manutenção e limpeza e finalizado com o Movimento Roessler para Defesa Ambiental. Entre as árvores plantadas estão o Ipê Roxo, Ipê Amarelo, Tarumã, Araticum, Araçá, Pitanga, 7 capotes e Guajuvira. Árvores que formarão um túnel verde e um pomar com árvores frutíferas, que no futuro tornarão a praça um local ainda mais arborizado, onde as pessoas poderão desfrutar de sua sombra, flores e frutos.
Adriana Backes e Rosemari de Lima e Silva – Educadoras Ambientais do Parcão.

Dia da reinauguração do Parcão com a Prefeita Fátima Daudt,
Secretário Municipal do Meio Ambiente Udo Sarlet,
Educadora Ambiental Adriana Backes e Lidiane, funcionária do Parque.




Educadoras Ambientais Adriana Backes,
 Rosemari de Lima e Silva e Ana Beatris Wittmann Schaefer.

Crianças das Escolas Municipais de Novo Hamburgo.



Coletivo Educador Novo Hamburgo 

Seu Telmo, que ajudou a cavar os buracos, trazer a terra fértil
e a circular o canteiro para um melhor aproveitamento da água.

Rega das mudas feita por alunos.


Representantes da equipe da SEMAM
 e a Educadora Ambiental Rosemari de Lima e Silva.


Sr. Sérgio que trabalha na revitalização do Parque
 e que tem ajudado a molhar as árvores.

Joraci Pinto, funcionária do Parque
e a Educadora Ambiental  Rosemari de Lima e Silva.

Bere Adams, representando o Projeto Apoema
e a Revista Educação Ambiental Em Ação.

Carlos Drumm, técnico florestal, que deu assessoria
 e apoio na escolha e aquisição de mudas para o plantio.

Encerramento com Movimento Roessler
: Luana da Rosa, Silvana Santos e Claudio Santos.



domingo, 16 de julho de 2017

O Movimento Roessler, o Parcão e a Educação Ambiental no Parcão.

Artigo publicado originalmente no site do Movimento Roessler. http://movimentoroessler.org/o-movimento-roessler-o-parcao-e-a-educacao-ambiental-no-parcao/

O Movimento Roessler, o Parcão e a Educação Ambiental no Parcão.


O Parque Municipal Henrique Luiz Roessler – PARCÃO, é a maior área verde dentro da zona urbana de Novo Hamburgo, com 54 hectares, sendo um espaço de reconhecida importância histórica, cultural e ambiental. Criado em 19 de fevereiro de 1990, está localizado entre os bairros de Hamburgo Velho, Jardim Mauá e Canudos, em Novo Hamburgo, Rio Grande do Sul, Brasil.
A criação deste Parque foi uma valiosa conquista do Movimento Roessler, que com o apoio da UPAN, movimentou a comunidade hamburguense e obteve esta vitória junto ao governo da época, adquirindo esta área verde e de lazer. Mas o ganho para a comunidade foi ainda maior do que foi imaginado na época. Atualmente o Parcão está inscrito no Órgão Estadual como uma Unidade de Conservação de Uso Sustentável, classificado como uma ARIE (Área de Relevante Interesse Ecológico) e é considerado um pulmão verde da nossa cidade. E dentro deste ambiente natural rico em biodiversidade, com diversos exemplares de fauna e flora que ocorrem atividades de Educação Ambiental.
Estas atividades vem acontecendo desde junho de 2002, iniciando com a Bióloga Irene Souza fazendo trilhas de observação com escolas, entidades e comunidade. Em 2003 a bióloga recebeu auxilio do estudante de biologia Julio Anápio. Em 2004, uniram- se à equipe de Educação Ambiental do Parque as professoras Ana Beatriz Wittmann Schaeffer e Rosemari de Lima e Silva, as quais, com a saída da Irene e do Júlio, ficaram com a responsabilidade de dar andamento aos trabalhos.
Em 2015 a professora Ana se aposentou, e em 2016 a professora Adriana Backes veio para substituí-la. Atualmente o projeto de Educação Ambiental no Parcão abrange: trilha ecológica, horta de chás e temperos, produção de mudas e assessoria à Escola Sustentável. Na trilha pelo parque as crianças tem a oportunidade de se conectar com a natureza, vivenciando momentos de tranquilidade, respirar ar puro, como eles mesmos comentam. Neste espaço eles tem a oportunidade de conhecer os lagostins de água doce (Parastacus) que constroem suas tocas subterrâneas ao lado do arroio Wiesenthal que nasce dentro do parque. Os lagostins se alimentam das larvas dos insetos, assim como os sapos, lagartixas e outros predadores, evitando a superpopulação de insetos e proporcionando o equilíbrio ecológico do local e entorno.
As crianças também têm a oportunidade de conhecer um arroio limpo e mudar o conceito e a visão de que o arroio é algo construído nas cidades para receber o esgoto e o lixo, sendo rotulado como “valão”. Com esta visita procuramos fazer a reflexão do caminho do arroio até o rio “maior”, que no nosso caso é o Rio dos Sinos, de onde a água é retirada para o nosso consumo. É importante que os alunos entendam que cada um deve fazer a sua parte para que as águas não fiquem poluídas.
O fechamento das atividades acontece na praça, pois acreditamos que o lazer principalmente em contato com a natureza é muito importante para o desenvolvimento sadio da criança. Especialistas em Educação Ambiental, médicos e pediatras vem se unindo num coro, alertando que as crianças precisam de natureza! As crianças tem brincado, cada vez mais tempo, em ambientes sintéticos, de plástico, acimentados, e ainda em ambientes virtuais, passando horas em frente a computadores e celulares. Num mundo cada vez mais virtual, onde as crianças tem contato com a tecnologia desde bebês, acessando celulares e tablets com tanta naturalidade , e por outro lado, um contato cada vez mais raro com o mundo natural, seja por insegurança dos pais, desconhecimento, ou comodidade.
As trilhas orientadas no Parcão vem a ser uma excelente oportunidade de proporcionar este contato às nossas crianças. O livro “A Última Criança na Natureza” apresenta uma abrangente síntese de pesquisas que relacionam a presença da natureza na vida das crianças com seu bem estar físico, emocional, social e acadêmico. Seu autor, Richard Louv, jornalista e fundador do Movimento Criança e Natureza, cunhou pela primeira vez o termo Transtorno do Déficit de Natureza (TDN) e chamou, assim, a atenção da comunidade internacional para o impacto negativo da falta da natureza na vida das crianças (http://criancaenatureza.org.br/nossas-acoes/traducao-e-publicacao-do-livro-ultima-crianca-na-natureza/). Também segundo Léa Tiriba (2010, p. 9), “… é fundamental investir no propósito de desemparedar e conquistar os espaços que estão para além dos muros escolares, pois não apenas as salas de aula, mas todos os lugares são propícios às aprendizagens: terrenos, jardins, plantações, criações, riachos, praias, dunas, descampados; tudo que está no entorno, o bairro, a cidade, seus acidentes geográficos, pontos históricos e pitorescos, as montanhas, o mar…” (http://portal.mec.gov.br/docman/dezembro-2010- pdf/7161-2-9-artigo-mec-criancas-natureza-lea-tiriba/file).
O contato com a natureza através do Parcão, contempla estas necessidades apontadas pelos autores acima citados, além de possibilitar que a criança vivencie integralmente um momento com seu corpo e mente, e também conexão e reverência à natureza, da qual todos fazemos parte, justificando assim a importância deste projeto para nossas crianças e suas famílias.
OBS: Escolas e grupos da comunidade interessados em participar das atividades, podem ligar e agendar sua visita pelo telefone 3524-0356.

Fonte: 

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Reinauguração do Parcão : Plantio do Ipê Roxo, distribuição de mudas pelo Projeto de Educação Ambiental do Parcão e presença do Movimento Roessler

Plantio do Ipê Roxo
Prefeita Fátima Daudt,  Secretário do Meio Ambiente Udo Sarlet
e Educação Ambiental do Parcão


Distribuição de Mudas de Temperos e Chás
 do Projeto de Educação Ambiental no Parcão 


Distribuição de Mudas de Temperos e Chás
 do Projeto de Educação Ambiental no Parcão 

Distribuição de Mudas de Temperos e Chás
 do Projeto de Educação Ambiental no Parcão 

Distribuição de Mudas de Temperos e Chás
 do Projeto de Educação Ambiental no Parcão 

Presença do Movimento Roessler no Parcão


Vídeo do Jornal NH sobre a reinauguração do Parcão

https://www.facebook.com/jornalnh/videos/1445230582191199/