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sábado, 30 de outubro de 2010

MONITORAMENTO E CLASSIFICAÇÃO DAS ÁGUAS DO PARCÃO - Sheila Maria Leuck - FEEVALE -


Trabalho completo acesse o Link :   

http://tconline.feevale.br/tc/files/4202_15.pdf

Encontrei na Internet o trabalho de conclusão de  MONITORAMENTO E CLASSIFICAÇÃO DAS ÁGUAS DO PARCÃO de autoria  Sheila Maria Leuck da  UNIVERSIDADE FEEVALE de 2010. Um estudo bem detalhado sobre as nascentes e águas do Parcão.

É um Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como requisito parcial a obtenção do grau de Bacharel em Engenharia Industrial Química – Habilitação em Gerenciamento Ambiental, tendo como Orientadora: Prof.ª Me. Liane Bianchin Novo Hamburgo 2010

O monitoramento foi feito para a verificação da qualidade das águas, para que a partir da análise das mesmas, possamos tomar as atitudes necssárias para preservarmos  esse líquido tão precioso e imprescendível para a nossa sobrevivência.

Um trabalho acadêmico muito bem feito, muito completo que serve como referencial para todos os que se interessam e sabem do real valor do nosso Parcão e o quão importante é um monitoramento periódico de suas águas.
Enfim,é um trabalho de muita seriedade  que toda a comunidade hamburguense deveria ter conhecimento e consultá-lo para ter uma visão ampla e minuciosa  do nosso Parcão.
Aqui  no blog coloquei algumas passagens para que possa ser pesquisado mais facilmente pelascrianças e para que todos possam ter uma noção da realidade do Parcão. O trabalho completo, com fotos, mapa e dados relevantes estão no link  citado. Vale a pena consultá-lo. Abraços Adri

Consulte:

MONITORAMENTO E CLASSIFICAÇÃO DAS ÁGUAS DO PARCÃO - Sheila Maria Leuck - FEEVALE -

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como requisito parcial a obtenção do grau de Bacharel em Engenharia Industrial Química – Habilitação em Gerenciamento Ambiental, tendo como Orientadora: Prof.ª Me. Liane Bianchin Novo Hamburgo 2010
Trabalho  de Conclusão completo acesse no link:  tconline.feevale.br/tc/files/4202_15.pd

MONITORAMENTO E CLASSIFICAÇÃO DAS ÁGUAS DO PARCÃO - Sheila Maria Leuck - FEEVALE -

Sheila Maria Leuck disse...
Boa tarde Sou a autora do trabalho de conclusão que você está citando no seu blog e fiquei muito contente por você ter gostado. Observei no blog que você separou todo o meu trabalho em postagens separados. Te peço que você reformule de forma que fique em um documento só, até porque nas páginas separadas não está o meu nome.Seria mais interessante colocar o link tconline.feevale.br/tc/files/4202_15.pdf para as pessoas consultarem. Desde já agradeço a atenção.

domingo, 24 de outubro de 2010

MONITORAMENTO E CLASSIFICAÇÃO DAS ÁGUAS DO PARCÃO - Sheila Maria Leuck - FEEVALE

Encontrei na Internet o trabalho de conclusão de  MONITORAMENTO E CLASSIFICAÇÃO DAS ÁGUAS DO PARCÃO de autoria  Sheila Maria Leuck da  UNIVERSIDADE FEEVALE de 2010. Um estudo bem detalhado sobre as nascentes e águas do Parcão.

É um Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como requisito parcial a obtenção do grau de Bacharel em Engenharia Industrial Química – Habilitação em Gerenciamento Ambiental, tendo como Orientadora: Prof.ª Me. Liane Bianchin Novo Hamburgo 2010

O monitoramento foi feito para a verificação da qualidade das águas, para que a partir da análise das mesmas, possamos tomar as atitudes necessárias para preservarmos  esse líquido tão precioso e imprescendível para a nossa sobrevivência.

Como vocês poderão ler nos posts sobre esse trabalho de conclusão temos três nascentes e  também um curso de água natural onde se quer abrir a Almiro Lau (foto) .Temos problemas de  esgotos nessas águas, necessitando de uma solução urgente para essa questão, que como todos sabemos passa por tratamentos de efluentes.

AO INVÉS DE UTILIZARMOS VERBAS PARA ABRIR RUAS NO PARCÃO, DEVERÍAMOS UTILIZÁ-LAS   PARA PRESERVAR E PROTEGER AS NASCENTES E RECURSOS HÍDRICOS DESSA NOSSA ÁREA DE CONSERVAÇÃO, INCLUINDO O MONITORMANETO DAS ÁGUAS PERIODICO?

NÃO  É MAIS LÓGICO?

NÃO É  ISSO QUE DEVERIA SER FEITO NUMA ÁREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL?



ÁGUA É VIDA!!!!!!!

SEM ÁGUA NÃO SOBREVIVEMOS!!!

Fotos: Adri   Local : Onde se pretende abrir a Almiro Lau

MONITORAMENTO E CLASSIFICAÇÃO DAS ÁGUAS DO PARCÃO - Sheila Maria Leuck - FEEVALE -

Trabalho  de Conclusão completo acesse no link:  tconline.feevale.br/tc/files/4202_15.pd

MONITORAMENTO E CLASSIFICAÇÃO DAS ÁGUAS DO PARCÃO - Sheila Maria Leuck - FEEVALE

CONCLUSÃO

Este estudo, apesar de se restringir a coletas em duas estações do ano em
quatro campanhas, demonstrou a fragilidade do Parcão frente ao impacto da
urbanização.
Os pontos adotados neste estudo se mostraram adequados para o
monitoramento, sendo representativos das águas do Parcão.
As águas do Parcão estão atualmente, muito impactadas, principalmente no
que diz respeito a coliformes totais e termotolerantes (Escherichia coli) devido à
descarga de esgoto doméstico no interior do parque, sendo o ponto 5 identificado
como mais impactado.
O ponto P3 por ser um ponto que provem de outra nascente tem
características diferentes dos demais pontos analisados. O encontro das águas no
ponto P4 em algumas determinações é influenciado pela diluição de P3, porém
quando é analisado o ponto subsequente (P5) essa diluição não é mais suficiente
para manter os parâmetros dentro do limite máximo estipulado pela Resolução
CONAMA 357/2005, devido ao lançamento de esgoto neste percurso.
No período monitorado os resultados para cromo, cobre e zinco foram
classificados como classe I, mostrando que no entorno do parque a contaminação
industrial não é evidente.
Foi detectada a presença de chumbo nas coletas de março, abril e maio.
Este é um metal muito espalhado no ambiente proveniente de diversas fontes. Devese
fazer um levantamento mais aprofundado do entorno do parque a fim de
evidenciar a fonte causadora deste aumento de chumbo nas águas do parque.
A medida mais urgente a ser tomada para a preservação destas nascentes é
a canalização do que é despejado diretamente nestes cursos de água sem
tratamento.
Estes poluentes precisam ser tratados antes de serem lançados em cursos
de água, pois se não forem tratados o problema apenas irá ser transferido para outro
local.
Após estas medidas serem tomadas será importante fazer novas avaliações
destas águas para verificar se estas nascentes foram recuperadas.

Fonte: 

MONITORAMENTO E CLASSIFICAÇÃO DAS ÁGUAS DO PARCÃO - Sheila Maria Leuck - FEEVALE -

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como requisito parcial a obtenção do grau de Bacharel em Engenharia Industrial Química – Habilitação em Gerenciamento Ambiental, tendo como Orientadora: Prof.ª Me. Liane Bianchin Novo Hamburgo 2010
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Propostas para um plano de Monitoramento

5 PROPOSTAS FUTURAS PARA O PLANO DE MONITORAMENTO
Devido à importância das nascentes que se encontram no Parcão para a
hidrografia de Novo Hamburgo será proposto a seguir um plano de monitoramento
para dar continuidade ao trabalho realizado.
Os pontos adotados neste estudo se mostraram adequados para o
monitoramento, sendo representativos das águas do Parcão. Conforme apontam os
resultados obtidos, em relação à qualidade das águas, os parâmetros
microbiológicos são os de maior importância e devem ser monitorados com
frequência mínima mensal. Essa frequência deverá ser aumentada no caso de os
usos futuros do parque ou o seu entorno sofrerem modificações que alterem o perfil
atual.
Para um entendimento da alta relação DQO/DBO observada, é preciso
acrescentar outros parâmetros não analisados neste trabalho como compostos
orgânicos, pois este tipo de contaminante aumenta os valores de DQO e, sendo
recalcitrantes, podem não ser avaliados pela DBO. Estes parâmetros devem ser
avaliados mensalmente para que se possa traçar um perfil desta relação. A
avaliação mensal deve prever ainda as determinações de OD, nitrogênio e fósforo.
Sólidos dissolvidos por estarem de acordo com a Resolução CONAMA 357/2005
podem ser analisados trimestralmente
Os metais, com excessão do chumbo por estarem enquadrados na
Resolução CONAMA 357/2005 como classe I podem ser monitorados
trimestralmente a fim de confirmar o enquadramento.
Além do monitoramento sistemático das águas, uma avaliação dos solos e
sedimentos dos mesmos pontos de coleta irá contribuir para traçar um perfil e um
histórico desta área de estudo e possibilitará em conjunto com as determinações nas
águas, previsões em relação aos impactos da ação humana no Parcão e em seu
entorno.
Cabe salientar que no presente estudo foram contempladas as estações
verão e outono e, mesmo com essa limitação, concluiu-se que a atual condição do
Parcão no que se refere a qualidade de suas águas, exige um monitoramento
constante que subsidie as futuras práticas de gestão ambiental e práticas de uso do
espaço visando sua preservação.

Fonte: 

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Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como requisito parcial a obtenção do grau de Bacharel em Engenharia Industrial Química – Habilitação em Gerenciamento Ambiental, tendo como Orientadora: Prof.ª Me. Liane Bianchin Novo Hamburgo 2010
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Localização das três nascentes do Parcão

A nascente N01 dá origem ao menor e menos volumoso dos cursos d’água
deste sistema e margeia o campo de futebol e parte do trecho de uma das trilhas
principais. Apresenta coloração ferruginosa e sem odor junto à nascente e trecho
superior. No trecho médio ele é canalizado, passando sob a estrada de acesso à
sede principal do Parque. Esta nascente desemboca no Sistema Sul, junto ao arroio
Vila Kunz, ainda dentro dos limites da área do Parcão (MRS, 2010).
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A nascente N02 encontra-se próxima a uma das principais trilhas do parque,
tendo seu acesso por uma escadaria. Este corpo hídrico, de competência baixa,
apresenta águas sem odor e límpidas junto à nascente, trechos superior e médio.
Com fluxo no sentido sudeste une-se ao curso d’água proveniente da nascente N03.
A nascente N03 localizada mais a centro-norte do Sistema da origem ao
curso d’água mais extenso do Parque, de competência baixa e que, como citado
anteriormente, recebe as águas provindas da N02. São, portanto, canais de 1ª
ordem que se encontram formando um canal de 2ª ordem, que por sua vez
desemboca junto ao arroio Vila Kunz, fora da área de estudo, junto à Rua Sapiranga.
Cabe ressaltar que ao longo de praticamente todo o seu percurso recebe efluentes
da rede pluvial de esgoto, despejadas através de tubulações adjacentes a Rua
Barão de Santo Ângelo. Em função disto, suas águas possuem odor fétido (MRS,
2010).
Na área interior do Parcão existem vários escoamentos de efluentes
cloacais, originários do trato com animais (potreiro) e esgoto das residências
próximas e também a presença de lixo dentro dos canais de efluentes (MRS, 2010).
De acordo com o levantamento feito pela empresa MRS as espécies de
peixes encontradas nos arroios do Parque Henrique Luis Roessler, são
bioindicadoras de ambientes poluídos e indicam degradação da qualidade da água
dos corpos hídricos.
O entorno do Parcão é composto por 15 quadras. Estas quadras são
compostas por um total de 227 lotes as quais tem contribuição de esgoto doméstico
para o Parcão.
Na divisa oeste do parque não existe lançamento de poluentes, por esta
área ser um divisor de águas natural e por não ter implantados lotes com
habitações. Existe um loteamento da Comunidade Evangélica de Hamburgo Velho
aprovado que além de prever toda a intercepção do esgoto, está prevista a
instalação de duas ETEs. Após o tratamento os efluentes serão lançados por uma
tubulação que corre da direção norte ao sul lançando no canal do Arroio Kunz na
altura da Rua Francisco Manoel da Silva.
Ainda na divisa oeste, porém no extremo norte do parque, existe um
pequeno curso de água natural que desce em direção leste até a Rua Almiro Lau,
onde é acrescido de esgoto sanitário de diversas residências próximas. Este
continua descendo em direção leste a céu aberto, com exceção de um pequeno
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trecho que é canalizado com tubo de concreto de diâmetro 0,30m passando entre
algumas casas na Rua Gustavo João Eisinger indo em direção a Rua Barão Homem
de Mello conforme mostra a figura 10.
Fonte: MRS Estudos Ambientais (2010)
Figura 10

Fonte: 

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Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como requisito parcial a obtenção do grau de Bacharel em Engenharia Industrial Química – Habilitação em Gerenciamento Ambiental, tendo como Orientadora: Prof.ª Me. Liane Bianchin Novo Hamburgo 2010
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Nascentes no Parcão - Trabalho de Conclusão

Os corpos hídricos localizados na área do Parcão imediatos a ele são
constituintes da bacia do Arroio Pampa, segundo o Mapa do Sistema de
Esgotamento Sanitário de Novo Hamburgo (COMUSA, 2007).
Em 2009 a PMNH contratou a empresa MRS Estudos Ambientais através
de licitação, para a elaboração do Relatório preliminar do Diagnóstico Ambiental,
Zoneamento e Concepção de Propostas para a Elaboração do Plano de Manejo do
Parcão. Neste relatório preliminar foram descritos dados importantes sobre a
hidrografia do Parcão.
São três os principais cursos de água que fazem parte do Parcão
denominados como nascentes. A figura 9 mostra a localização das nascentes.
Fonte: MRS Estudos Ambientais
Figura 9 - Localização das Nascentes.

Fonte: 

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Trabalho de Conclusão - Localização e Caracterização do Parcão

2.2 LOCALIZAÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DO PARCÃO

O Parcão situa-se em Novo Hamburgo, região metropolitana de Porto
Alegre, RS. Localiza-se na Encosta Inferior do Nordeste, apresentando altitude
média de 57 m acima do nível do mar. É marcado por baixas altitudes onde ocorrem
coxilhas e cerros, com exceção do norte e nordeste onde há ocorrência de morros
provenientes de derrames vulcânicos. No sul e sudeste predominam as áreas de
várzea junto ao rio dos Sinos, com relevo plano (PMNH, 2010).
O Parcão está localizado nas coordenadas 29°41'S e 51°06'W tem uma
extensão de 51 ha, distribuídos entre mata, campo e áreas úmidas (WEISSHEIMER
et al., 1996), pertencentes à fitofisionomia da floresta estacional semidecidual
(TEIXEIRA et al., 1986 apud SCHMITT e CAPPELATTI, 2009). A figura 8 mostra a
localização do Parcão.
Segundo Koeppen o clima da região é do tipo Cfa, significando que possui
clima subtropical (C), úmido o ano inteiro (f) e a temperatura média do mês mais
quente ultrapassa 22°C (a) (MORENO,1961).
O solo da região foi classificado como Planossolo Hidromórfico eutrófico
arênico (STRECK et al., 2002). Em um mapa de classes de declividade do parque
pode-se caracterizar o relevo em 33,67% plano (0 a 3%), 24,27% suave ondulado (3
a 8%), 23,16% moderadamente ondulado (8 a 13%), 15,82% ondulado (13 a 20%),
3,07% forte ondulado (20 a 45%) e 0,01% montanhoso (maior que 45%) (SCHMITT
e CAPPELATTI, 2009).
O Parcão situa-se em plena malha urbana de Novo Hamburgo, fazendo
divisa com os bairros Canudos, Hamburgo Velho e Jardim Mauá. Consiste numa
porção de terras que abriga vegetação natural, originalmente formada por campos e
floresta. Dada sua exposição ao manejo antrópico, desde os primórdios da
imigração européia, a cobertura vegetal encontra-se modificada, sendo significativa
a participação de espécies exóticas nas comunidades vegetais atualmente (PMNH,
2010).

Fonte: 

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Trabalho de Conclusão - Histórico do Parcão

2 HISTÓRICO DO PARQUE MUNICIPAL HENRIQUE LUIS ROESSLER

O Parque Municipal Henrique Luis Roessler, com uma área de 54,16 ha
formavam parte das terras do comerciante João Pedro Schmitt, imigrante do estado
de Hessen - Alemanha, em 1857, considerado um dos fundadores do município de
Novo Hamburgo.
O Parque é conhecido como Parcão e assim será referenciado no decorrer
deste trabalho. A figura 7 mostra a foto aérea do Parcão.
Fonte: Prefeitura Municipal de Novo Hamburgo (2007)
Figura 7 - Foto Aérea do Parque Municipal Henrique Luis Roessler.
A história do Parcão inicia em dezembro de 1985 quando lideranças
comunitárias se reúnem para conhecer o trabalho de conclusão de curso da
arquiteta Jussara Helena Kley, que previa a utilização daquela área para a criação
de um parque público.
No dia 31 de janeiro de 1986 uma comissão denominada Grupo do Parque
se reuniu com o Prefeito Atalíbio Foscarini, para a implantação deste projeto,
começando uma campanha comunitária liderada pelo Projeto ”NH como Meta”,
Grupo de Parque e com o apoio da União Protetora do Ambiente Natural (UPAN) de
São Leopoldo e Movimento Roessler.
No mês de outubro de 1986 foi assinado o Decreto Municipal nº 108/86,
declarando a área de utilidade pública para fins de desapropriação.
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Em Abril de 1989, foi promulgada a Lei Municipal nº 12/89, autorizando o
Executivo Municipal a instituir a Fundação Pró-Parque de Novo Hamburgo. Em
agosto do mesmo ano, o Decreto nº 203/89 instituiu a Fundação Pró-Parque.
No dia 19 de fevereiro de 1990 foi firmado o acordo entre a Prefeitura
Municipal de Novo Hamburgo e a empresa proprietária da área. É assinada a
escritura da mesma, sendo considerada esta a data de criação do parque. O nome
dado ao parque é homenagem a Henrique Luis Roessler, pioneiro na luta ecológica
no Brasil.
Em 03 de abril de 1990 foi editada a Lei Municipal n° 020/90 denominando o
Parcão como Parque Municipal Henrique Luis Roessler.
No ano de 1992 foi instalada no Parcão uma infraestrutura básica, que foi
denominada de Projeto Embrião (constituída de sanitários, praça de brinquedos
infantis, jardins, bancos, pista para prática de ginástica, vigilância, entre outros) e a
população foi incentivada a utilizá-lo como opção de lazer ativo e contemplativo.
Em 1º de março de 1999 foi aprovada a Lei Municipal nº 167/99, instituindo
o Plano de Manejo do Parque Municipal, dispondo das normas de uso e ocupação
do mesmo.
A inauguração da sede administrativa e de educação ambiental ocorreu no
ano de 2002.
Em março de 2007 a Prefeitura de Novo Hamburgo recebeu o parecer
favorável da Divisão de Unidades de Conservação (DUC) da Secretaria do Meio
Ambiente do Estado do Rio Grande do Sul (SEMA), sendo sua categoria “Área de
Relevante Interesse Ecológico” (ARIE) no Grupo das Unidades de Uso Sustentável,
conforme Lei Federal nº 9.985/00.
Em setembro de 2007 foi firmado convênio de cooperação mútua entre a
Prefeitura Municipal e o então Centro Universitário Feevale, resultando em 9
projetos de pesquisa na área do parque.
Atualmente está em andamento uma negociação junto à Fundação Estadual
de Proteção Ambiental Henrique Luis Roessler (FEPAM) e a SEMA para que os
créditos de compensação ambiental da implantação da via metroviária TRENSURB
(trecho São Leopoldo – Novo Hamburgo) sejam destinados em até 75% para o
Parcão.
O processo de inscrição do Parcão no Sistema Nacional de Unidades de
Conservação da Natureza (SNUC) iniciou em março de 2007, sendo finalizado em
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março de 2010 com a certificação do Parque Henrique Luis Roessler como uma
Unidade de Conservação (PMNH, 2010).

Fonte: 

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Trabalho de Conclusão - Microbacias de Novo Hamburgo

1.6 MICRO BACIAS DE NOVO HAMBURGO

De acordo com a Prefeitura Municipal de Novo Hamburgo (PMNH) o
município, integrante da Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos é divididas em quatro
micro bacias, formadas pelos arroios Pampa, Cerquinha, Luiz Rau e Gauchinho.
Além destes, vários são os arroios que deságuam na região da várzea dos Sinos,
tanto na margem norte quanto na sul do rio. Os arroios da margem sul são todos
localizados no bairro de Lomba Grande, enquanto que, na margem norte chegam
águas dos arroios cujas nascentes estão nos morros de Novo Hamburgo .
A zona urbana é composta pelos arroios Pampa, Peri, Gauchinho, Luiz Rau,
Sanga Funda, Guarani, Nicolau Becker, Marquês de Olinda, Vila Kunz, Manteiga e
Cerquinha e a zona rural é constituída pelos arroios Peão, Passo dos Corvos,
Wallahay, Centro, Guari, Taimbé, São João, São Jacó e Poço Feio (PMNH, 2009).
O arroio Vila Kunz possui uma extensão de aproximadamente 5 km
incluindo seu percurso canalizado (cerca de 2 km) tem sua nascente no Parque
Municipal Henrique Luis Roessler (Parcão) e um braço na Rua Francisco Manoel da
Silva no bairro Jardim Mauá. Seu leito segue por dentro de matas nativas,
atravessando o Loteamento Mundo Novo em direção a Rua Bartolomeu de Gusmão,
nº 2900 no bairro Canudos (Empresa PL Fundição). Nas proximidades da Escola
Municipal de Ensino Fundamental Anita Garibaldi, as margens desse arroio estão
ocupadas por sub-habitações, sofrendo vários impactos, como esgotos, lixo e
assoreamento. A partir da Rua Bartolomeu de Gusmão, 2900, suas águas seguem
menos impactadas até a Avenida dos Municípios, onde desemboca no Banhado do
Sinos. (PMNH, 2008).
A equipe técnica do Projeto Monitoramento de Alterações Ambientais em
Arroios (MONALISA) observou que no seu trecho superior, dentro do Parcão, as
águas são límpidas, protegidas pela mata ciliar densa. Nas proximidades das
nascentes, as árvores apresentam liquens em tons alaranjados e avermelhados,
indicando boa qualidade do ar. Entretanto, ainda na área do Parcão, aparecem
pontos de degradação com a presença de lixo e águas fétidas. A figura 6 mostra o
percurso do arroio Vila Kunz.
 pg.26
Fonte: PMNH (2010)
Figura 6 - Percurso do Arroio Vila Kunz.

Fonte:
Fonte: 

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sábado, 23 de outubro de 2010

MONITORAMENTO E CLASSIFICAÇÃO DAS ÁGUAS DO PARCÃO - NASCENTES

UNIVERSIDADE FEEVALE
SHEILA MARIA LEUCK
MONITORAMENTO E CLASSIFICAÇÃO DAS ÁGUAS DO
PARQUE MUNICIPAL HENRIQUE LUIS ROESSLER
DE NOVO HAMBURGO
Novo Hamburgo
2010

Trabalho de Conclusão de Curso
apresentado como requisito parcial a
obtenção do grau de Bacharel em
Engenharia Industrial Química –
Habilitação em Gerenciamento Ambiental
Orientadora: Prof.ª Me. Liane Bianchin
Novo Hamburgo
2010

RESUMO
O Parque Municipal Henrique Luis Roessler, com extensão de 54,16 ha faz parte da
história do Município de Novo Hamburgo. Nele habitam muitas espécies de animais
e plantas que são raros nos dias de hoje em centro urbanos e que devem ser
preservados. Existem também três nascentes importantes para a hidrografia do
município, pois estes cursos de água vão até o arroio Vila Kunz, encontram com as
águas do Arroio Pampa e deságuam no Rio dos Sinos. Este trabalho avaliou a
qualidade das águas que fazem parte do Parcão, durante o período de dezembro de
2009 a maio de 2010 a fim de evidenciar quais são os possíveis contaminantes
destes cursos de água para posterior classificação segundo a Resolução CONAMA
357/2005. Para esta avaliação foram selecionados 5 pontos, identificados como
ponto P1 (Nascente), ponto P2 (Ponto Médio), ponto P3 (Ponto Médio da Nascente
N02), ponto P4 (Encontro dos Pontos P2 e P3) e ponto P5 (Montante ao Arroio Vila
Kunz). Os resultados obtidos das avaliações químicas, físicas e microbiológicas
mostram que em todos os pontos de coleta os principais contaminantes são os
coliformes totais e termotolerantes (Escherichia Coli), mostrando que a
contaminação das águas é proveniente principalmente de esgoto doméstico. Dos
metais avaliados, apenas chumbo ficou em algumas coletas com valores acima do
limite permitido conforme Resolução CONAMA 357/2005. Nos outros parâmetros
ocorreram variações nos resultados principalmente em função do índice
pluviométrico. Esta avaliação poderá contribuir para a elaboração e implantação de
práticas de conservação e gestão ambiental.
Palavras-chave: Monitoramento. Qualidade das águas. Parcão. Unidade de
Conservação.

Fonte: 

MONITORAMENTO E CLASSIFICAÇÃO DAS ÁGUAS DO PARCÃO - Sheila Maria Leuck - FEEVALE -

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como requisito parcial a obtenção do grau de Bacharel em Engenharia Industrial Química – Habilitação em Gerenciamento Ambiental, tendo como Orientadora: Prof.ª Me. Liane Bianchin Novo Hamburgo 2010
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