Mostrando postagens com marcador Bere Adams. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Bere Adams. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Em 2013 , escute as árvores...


Árvore no Parcão


Texto:
Bere Adams 
Bere Adams e sua neta Amanda

Escute as árvores Escute. Você ouve isto? Você ouve vozes levadas pelo vento? Você ouve folhas sussurrando, os galhos rangendo, uma oração de vozes silenciosas? Elas estão ao redor de nós, e estão nos guiando para nossa cura, para nós mesmos e nosso mundo. Elas nos ensinam lições infinitas de paciência e de paz. Quem são elas? Elas são as árvores e outras plantas que compartilham nosso mundo, e que são ignoradas frequentemente. (...) apresento a vocês um segredo esquecido de quando eu era uma criança, escutar às árvores. Como você pode falar com as árvores? Primeiro, você tem que escolher. Esta talvez é a parte mais dura de tudo: ir além do ceticismo, manter uma mente aberta. Frequentemente é muito mais fácil falar com os animais. Mas plantas? (...) Em segundo lugar, devemos aprender a respeitar as plantas. As plantas nos dão o oxigênio que necessitamos para a nossa respiração. Árvores nos provêm com madeira para casas e papel. Plantas provêm comida para nós e outros animais. Árvores provêm casas para numerosos tipos de animais. As Plantas ajudam a fertilizar a terra, todos os anos quando elas perdem suas folhas. Plantas nos provêm de medicamentos que nossa medicina usa no dia a dia. Há tantas coisa na nossa vida que nós podemos e devemos agradecer a planta. Dê um passeio pela natureza e procure uma árvore que você sinta uma conexão. Confie em sua intuição. Note o aparecimento da árvore: sua forma, seu tamanho e sua coloração. Examine a forma de suas folhas, e sinta-a como folhas. Sinta o seu cheiro. Use todas suas sensações para experimentar a árvore. Olhe agora o ambiente da árvore. Como a árvore interage com seu ambiente, com a paisagem, com outras plantas e animais? Agora sente-se próximo a árvore, com suas costas apoiada na árvore. Permita-se um tempo para relaxar, respirando o ar fresco, tomando várias respirações profundas. Sinta a árvore atrás de você. É dura, áspera ou lisa? Esteja atento a todas suas sensações. Sinta a árvore levando nutrientes em seu tronco através de suas raízes, e levando gás carbônico de suas folhas pelos seus galhos e pelos seus troncos. Sinta os nutrientes que vão de cima para baixo pela árvore. Sinta uma energia que flui na sua espinha como uma espiral ao apoiar-se contra a árvore. (..) Sinta uma energia fluindo para cima e para baixo em sua espinha. Deixe essa energia crescer. Deixe ela envolver seu corpo. Agora deixe sua energia e a árvore se fundirem. Torne-se UM com a árvore. Simplesmente, sinta a conexão. Sinta que você gosta de ser UM com a árvore. Saiba que você é UM com a árvore. (...) Vire e abrace a árvore. (...). Quando você sentir que é tempo de ir, agradeça a árvore por tudo que ela fez para você, dando-lhe respostas, provendo-o de energia e, de ar para que você respire. Se você deseja repetir esta meditação com esta árvore em particular, por favor dê pelo menos três dias de intervalo para que a árvore possa recarregar suas energias. Agora note como você está sentindo paz, equilíbrio e amor. de Lobo 
Cerrado EJornaldaBand http://www.anjodeluz.com.br/escutearvore.htm 
Foto 1: Adriana : Minha filha no Parcão
Foto 2: Alice Adams. "Bere ensinando a neta Amanda abraço de árvore". Fonte: http://projetoapoema.blogspot.com.br/ 

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Pé no chão!


Um 2013 mais pé no chão

Por Bere Adams


Você se lembra qual foi a última vez que andou de pé no chão, diretamente na terra? Poucos vão responder que sim, dizendo que fazem isto com certa frequência, outros dirão que não, pois isso não acontece há muito tempo e muitos dirão simplesmente que não se lembram.  Esta mesma resposta será dada para diversas perguntas relacionadas aos nossos “contatos imediatos com a natureza”, como por exemplo: Qual foi a última vez que você tomou um gostoso banho de chuva (não vale os inesperados)? Quando você colheu uma fruta do pé, ou uma hortaliça? Quando foi que você afofou a terra para plantar?
As nossas respostas para estas questões, na maioria, são negativas, pois vivemos em um sistema que nos retira do colo da mãe Terra de uma forma que nem sequer percebemos. Aos poucos somos “raptados” do nosso “estado humano natural” para sermos incluídos no sistema social de produção, quer seja de bens materiais ou prestação de serviços, não importa. O que mais me preocupa nisso tudo são as conseqüências que este distanciamento com a Terra provoca na humanidade, e, sobretudo, no meio ambiente. Estamos tão distanciados que nem nos impressionamos mais o caos ambiental que nos rodeia... Estamos “anestesiados” desta realidade por estarmos distanciados dela.
Pelo bem do Planeta e de todos nós, precisamos voltar a nos sentir TERRA. Vamos incluir a Terra em nossas agendas: marcar horários com parques, rios, campos, com os nossos quintais, com o ar LIVRE, com os pés no chão. Temos 365 dias e a melhor hora de planejarmos como eles serão é agora!


Publicada no Jornal NH em 7 de janeiro de 2013

Fonte: http://projetoapoema.blogspot.com.br/

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Mudando de visão

Mudando de visão
Bere Adams
Eu aprendo, tu aprendes, nós aprendemos e mudamos o mundo. É assim,
aprendendo cada vez mais, que mudamos o ambiente em que vivemos,
transformando pedra, madeira, areia, em objetos; plantas e animais em alimentos,
graças ao fogo e aos processos tecnológicos. É assim, também, que transformamos o
matoemterra árida, os riosemesgotos, o céu azulemcinza, e seguimos modificando
o mundo.
Vivemos, pois, diante do contraditório, onde o que parecia certo, está errado;
o que parecia bom, faz mal à saúde do Planeta; e temos que ter um enorme jogo de
cintura para conseguirmos equilibrar tanta contradição dentro das nossas cabeças.
Concluímos que o nosso sistemade vida estáemcrise global.
A crise ambiental é produto das formas de cultura que criamos ao longo do
processo civilizatório pela desenfreada busca do "desenvolvimento", e é difícil
pensar qual dos problemas ambientais é o mais grave, sendo que um interfere no
outro de forma direta (e indireta).
José Lutzenberger, na obra "Gaia, o Planeta Vivo", aborda a questão da visão
cartesiana do pensamento científico, visão esta que distancia os seres humanos do
ambiente, colocando-nos como meros expectadores de um ambiente onde a vida
que se apresenta neste cenário pode ser totalmente dominada e explorada pelobem
da ciência, da construção do conhecimento, pelo bem do desenvolvimento. Com
esta visão, a humanidade dominou todas as formas de vida, contrapondo a visão
ecológica, holística e sistêmica de que tudo está interligado, que um ser depende do
outro e a que a vida éumainfinita cadeia de relações entre todos os seres.
Para muitos é difícil compreender a necessidade de mudarmos nossa visão,
de cartesiana para sistêmica, mas as condições atuais do Planeta nos indicam que a
mudança é necessária, para que a própria vida sobreviva. É necessário mergulhar no
desconhecido. Esse mergulho éumato que requer coragem porque proporcionaum
confronto com acontecimentos que nos deixaram profundas marcas ao longo da
vida, que nos formaram como somos hoje. Precisamos nos “desformatar”, ou
“atualizar nosso sistema”, e quem sabe será possível esta conjugação: eu aprendo, tu
aprendes, nós aprendemos emudamosa humanidade.
Fonte: Jornal NH 2009

http://www.apoema.com.br/informe_apoema83.pdf

domingo, 24 de outubro de 2010

Educador Ambiental


A arte de sensibilizar


Todo Professor Educador Ambiental é um pouco (ou muito) artista também, porque precisa estar criando novas práticas educativas associando-as aos contextos ambientais vivenciados pelas crianças para que a aprendizagem seja significativa.

Em agosto deste ano participei de um evento na UNISC (Universidade de Santa Cruz do Sul) e tive a honra de ouvir o Professor e Doutor Jair Putzke falar que não adianta estarmos preocupados com a Floresta Amazônica, com geleiras, ou com o que acontece lá do outro lado do mundo, se não nos preocupamos com o que acontece na nossa cidade, no nosso bairro, na nossa escola ou em nossas casas.

Em tempos de globalização realmente o mundo parece bem pequeno, e a Internet o diminui mais ainda em termos de distância para troca de informações, e assim é possível saber o que acontece lá na Amazônia, no Cerrado, e até em locais fora do País, antes mesmo de sabermos o que está acontecendo com os parques e com as praças da nossa cidade, por exemplo. Mas a rotina do nosso olhar sobre os acontecimentos globais deve se voltar para os acontecimentos locais. Ela deve e precisa ser quebrada. Precisamos fazer o que está ao nosso alcance, e já! E o que assisti na Feira Literária da Escola Municipal de Ensino Fundamental Presidente Deodoro da Fonseca (Novo Hamburgo/RS, foi justamente isso, um aprofundamento sobre as questões ambientais locais, e a promoção do engajamento da comunidade escolar em busca de soluções para problemas bem próximos.

No evento foi possível ver, sentir, aprender que juntos somos mais fortes, e esse recado dado as crianças é um verdadeiro tesouro. Fica aí a dica de envolver sua escola, seus alunos em questões locais, pois elas estão ansiosas para poder auxiliar na transformação do mundo.

Bere Adams
Informativo Apoema - 79
http://projetoapoema.blogspot.com

Foto: Adri em 20 de outubro de2010

A rua no Parcão vai sair?






Fotos: dos lugares onde estão previstas a continuação da Florença e da Almiro Lau


A rua no Parcão vai sair?


Sim, se ficarmos de braços cruzados, e não, se exercermos nossa cidadania ambiental.

O Parque Henrique Luis Roessler (Parcão) de Novo Hamburgo/RS é uma Unidade de Conservação Ecológica que tem 54 hectares de mata nativa. Sua estrutura abrange área de lazer, além de espaço para a prática de atividades físicas. Essa é uma descrição técnica do espaço, porém, ele é muito mais do que isto. Para saber mais basta conferir o Blog Amo o Parcão, da professora Adriana Backes Macedo. Vale, e muito, conferir as informações minuciosas que ela disponibiliza oportunizando conhecimento com mais profundidade sobre a importância de preservarmos este espaço.

Pois este precioso espaço natural sofrerá indevidas interferências se depender da administração pública da nossa cidade, que pretende abrir uma rua dentro de desta área de preservação (Parcão), apesar de manifestos da população contrários a esta ideia, mas será mesmo que seremos ouvidos?

E a polêmica vai acelerando os movimentos cardíacos das pessoas que se preocupam com a preservação ambiental do local.

Várias pessoas que tem acompanhado os trâmites comentam que já está tudo decidido, que não tem mais volta, que a rua Florença sai sim, no Parcão. Será mesmo?

Eu, particularmente, prefiro acreditar que estas pessoas estejam equivocadas, se não, com que “cara” nós vamos olhar para nossas crianças para falar que eles precisam ajudar a cuidar do meio ambiente, se as pessoas que nos representam andam na contra mão da Educação Ambiental com tais posturas?

As crianças estudaram a situação, se mobilizaram, viram que abrir uma rua dentro de uma área de preservação é, no mínimo, incoerente, seja qual for o motivo ou justificativa dada como, por exemplo, a de desafogar o trânsito do bairro histórico da cidade (e levar esse trânsito para dentro de uma área de preservação é a solução?).

Cada vez mais penso que se não capacitarmos nossos políticos, nossos “representantes”, sobre as questões ambientais, nós, educadores ambientais, viveremos em permanente contradição.

Precisamos fazer cumprir a Lei Nº 9.795/99 que institui a Educação Ambiental no País, e assim como empresas que cometem crimes ambientais são penalizadas, nossos representantes também deveriam receber punições quando estimulam e elaboram projetos descabidos como este, que fere terras e lutas de anos e anos, quando querem dilacerar uma área preservada que foi criada e conquistada a duras penas.

A solução será ampliar a mobilização e convocar a população a ficar de pé, de mãos dadas, em frente às máquinas, para impedir essa atrocidade, se é que ela vai mesmo acontecer. Temos que ficar atentos e continuar lutando pela preservação do nosso Parcão.



Berenice Gehlen Adams

Pedagoga e Especialista em Educação Ambiental

http://projetoapoema.blogspot.com

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Semana Literária: Autora homenageada

Berenice Gehlen Adams

Autora dos Livros:

- Planejamento Ambiental para Professores da Pré-Escola à Terceira Série do Primeiro Grau (1997) que deu origem ao Projeto Apoema - Educação Ambiental. 
- Planejamento Ambiental para Professores da Pré-Escola à Terceira Série do Ensino Fundamental (3a. Edição com inclusão da proposta metodológica)
Público a que se dirige: Professoras da Educação Infantil até a Terceira Série do Ensino Fundamental.
- Coleção Conhecer e Colorir o Ambiente
Volume 1 - Ambiente / Volume 2 - Ecologia
Volume 3 - Preservação / Volume 4 - Reciclagem
- Carta da Terra para Crianças
-Dinâmicas e Atividades para Educação Ambiental
 

Maiores informações:  
www.apoema.com.br