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segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Trabalho sobre os pássaros publicado na Brazilian Journal of Biology

 Comunidade de aves em um fragmento florestal isolado pela matriz
urbana na bacia do Rio dos Sinos, Rio Grande do Sul, Brasil,
com comentários sobre a possível defaunação local

Resumo
Comparamos a avifauna registrada em levantamento recente no Parque Municipal Henrique Luís Roessler e arredores, Novo Hamburgo, RS, com os registros do passado, com o objetivo de avaliar as possíveis alterações na composição de espécies ao longo do tempo. Das 265 espécies compiladas como elementos originais da região, 114 foram registradas no Parcão. Dentre as espécies florestais, 37% foram consideradas extintas localmente. A guilda mais afetada foi a dos frugívoros de grande porte, com nove espécies extintas e uma sobrevivente (Trogon surrucura). Aves endêmicas e com alta sensibilidade à perturbação nos hábitats se extinguiram mais. As prováveis causas dessas perdas são fragmentação, caça e descaracterização dos ambientes. A diversidade atual encontra-se ameaçada e, portanto, medidas de conservação se fazem necessárias na região. As mais importantes são: manutenção de corredores ecológicos, proteção dos remanescentes naturais e criação de unidades de conservação.
Palavras-chave: avifauna, conservação, extinção, fragmentação florestal.

Trabalho na íntegra:
http://www.scielo.br/pdf/bjb/v70n4s0/v70n4s0a02.pdf


Trabalho publicado na Brazilian Journal of Biology,  2010, vol. 70, no. 4 (suppl.), p. 1137-1148:

Bird community in a forest patch isolated by the urban
matrix at the Sinos River basin, Rio Grande do Sul State,
Brazil, with comments on the possible local defaunation
Franz, I.*, Cappelatti, L. and Barros, MP.
Laboratório de Zoologia, Instituto de Ciências da Saúde, Centro Universitário Feevale,
Campus II, RS-239, 2755, CEP 93352-000, Novo Hamburgo, RS, Brazil
Received February 21, 2010 – Accepted April 29, 2010 – Distributed December 31, 2010


sexta-feira, 26 de novembro de 2010

É sempre bom te ver por aqui

Bem-te-vi


Foto: LauraCapelatti
Em: 2010
Local: Parcão

Pesquisei mais na internet:

Bem-te-vi

O bem-te-vi é uma ave passeriforme da família dos tiranídeos. Conhecido também como bem-te-vi-de-coroa e bem-te-vi-verdadeiro, é provavelmente o pássaro mais popular de nosso país, podendo ser encontrado em cidades, matas, árvores à beira d'água, plantações e pastagens. Em regiões densamente florestadas habita margens e praias de rios.
É também muito popular nos outros países onde ocorre, recebendo nomes onomatopéicos em várias línguas como kiskadee em inglês, qu´est ce em francês (Guiana) e bichofêo em espanhol (Argentina).
Dentre as várias canções populares, uma se destaca em referência ao bem-te-vi, chama-se Jardim da Fantasia, letra e música de Paulinho Pedra Azul:
Bem te vi…
Bem te vi…
Andar por um jardim em flor
Chamando os bichos de amor
Sua boca pingava mel.

Características

Ave de médio porte, o bem-te-vi mede entre de 20,5 e 25 cm de comprimento para, aproximadamente, 60 gramas. Tem o dorso pardo e a barriga de um amarelo vivo; uma listra (sobrancelha) branca no alto da cabeça, acima dos olhos; cauda preta. O bico é preto, achatado, longo, resistente e um pouco encurvado. A garganta (zona logo abaixo do bico) é de cor branca. Possui um topete amarelo somente visível quando a ave o eriça em determinadas situações.
O seu canto trissilábico característico lembra as sílabas bem-te-vi, que dão o nome à espécie. Portanto, seu nome popular possui origem onomatopéica.
Existem várias espécies de tiranídeos com o mesmo padrão de cores, dentre as quais 4 são particularmente similares ao bem-te-vi: o neinei (Megarynchus pitangua), o bentevizinho-do-brejo (Philohydor lictor), e os dois bentevizinhos do gênero Myiozetetes, o bentevizinho-de-penacho-vermelho (Myiozetetes similis) e o bentevizinho-de-asa-ferruginea (Myiozetetes cayanensis). O neinei é do mesmo tamanho do bem-te-vi, mas possui um bico maior e bem mais largo, o bentevizinho-do-brejo é mais esbelto, menor e apresenta o bico proporcionalmente mais afinado achatado. Já os bentevizinhos do gênero Myiozetetes são menores, possuem o bico cônico e proporcionalmente menor e as sobrancelhas brancas menos definidas.


bem-te-vi macho

bem-te-vi fêmea

bem-te-vi jovem

Alimentação

Possui uma variada alimentação. É insetívoro, podendo devorar centenas de insetos diariamente. Mas também come frutas (como bananas, mamões, maçãs, laranjas, pitangas e muitas outras), ovos de outros pássaros, flores de jardins, minhocas, pequenas cobras, lagartos, crustáceos, além de peixes e girinos de rios e lagos de pouca profundidade. Costuma comer parasitas (carrapatos) de bovinos e eqüinos. Apesar de ser mais comum vê-lo capturar insetos pousados em ramos, também é comum atacá-los durante o vôo.
Em suma, é uma ave que está sempre descobrindo novas formas de alimento. Devido ao seu regime alimentar generalista, por vezes contribui para o controle de pragas de insetos.
Aprecia os frutos da Fruta-de-sabiá ou Marianeira (Acnistus arborescens), Chala-chala (Allophyllus edulis), Araticum ou Marolo(Annona coriacea).


bem-te-vi se alimentando

Reprodução

Faz ninho grande e esférico, com capim e pequenas ramas de vegetais em galhos de árvores geralmente bem cerradas, com entrada lateral; porém, já foram encontrados ninhos em formato de xícara aberta. Pode utilizar para construir o seu ninho, sobretudo em zonas urbanas, material de origem humana, como papel, plástico e fios. Põe de 2 a 4 ovos de cor creme com poucas marcas marrom-avermelhadas.


Casal de bem-te-vi

Ninho de bem-te-vi

Ovo de bem-te-vi

Filhote de bem-te-vi

Hábitos

São agressivos, ameaçam até gaviões e urubús quando esses se aproximam de seu “território”. Costumam pousar em lugares salientes como postes e topos de árvores. Pode-se vê-lo facilmente cantando em fios de telefone, em telhados ou banhando-se nos tanques ou chafarizes das praças públicas. Como podemos ver, possui grande capacidade de adaptação. É um dos primeiros a cantar ao amanhecer. Anda geralmente sozinho, mas pode ser visto em grupos de três ou quatro que se reúnem habitualmente em antenas de televisão.


Habitat de bem-te-vi

Bando de bem-te-vi

Distribuição Geográfica

É uma ave típica da América Latina, com uma distribuição geográfica que se estende predominantemente do sul do México à Argentina, em uma área estimada em 16.000.000 km².
Entretanto, pode também ser encontrada no sul do Texas e na ilha de Trinidad. Foi introduzida nas Bermudas em 1957, importadas de Trinidad,e na década de 1970 em Tobago. Nas Bermudas, são a terceira espécie de ave mais comum, podendo atingir densidades populacionais de 8 a 10 pares por hectare.


  Ocorrências registradas no WikiAves

Referências

Galeria de Fotos


quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Quando ouço tantos cantos...

Quando ouço tantos cantos
De pássaros a voar
E sinto tanto perfume
Das flores pelo ar
Posso saber
Disto estou certa
É a primavera a chegar

Trecho do Poema: Finalmente Primavera - Bere Adams
Fonte: Informativo Apoema
www.apoema.com.br  ano 1 -vol- 32-22/set 2009
Imagem: Arquivo do Blog

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Quero-Quero


No Rio Grande do Sul há um sentinela, um verdadeiro "cão-guardião" do nosso território, que está sempre atento, marchando pelos pampas e que pode prever com antecedência a presença de qualquer intruso: o QUERO-QUERO. Consagrado como a Ave-Símbolo do Estado gaúcho pela Lei 7418 de 01/12/1980.

Ele também se encontra no Parcão. Penso que também é um bom símbolo para esse terrritório que está precisando de todos os "cães-guardiões" possíveis para defendê-lo de ameaças externas...
Pesquisei mais na internet:

Quero-quero

O quero-quero (Vanellus chilensis), também conhecido por tetéu, téu-téu, terém-terém e espanta-boiada, é uma ave da ordem dos Charadriiformes, pertencendo a família dos Charadriidae. Muito popular no Brasil, vive em banhados e pastagens; é visto em estradas, campos de futebol e próximo a fazendas, freqüentemente longe d'água. Seu nome é uma onomatopéia de seu canto.

Características

Mede 37 cm, peso 277 g. Possui um esporão pontudo, ósseo, com 1 cm de comprimento no encontro das asas, uma faixa preta desde o pescoço ao peito e ainda umas penas longas (penacho) na região posterior da cabeça, tem um desenho chamativo de preto, branco e cinzento na plumagem. A íris e as pernas são avermelhadas. O esporão é exibido a rivais ou inimigos com um alçar de asa ou durante o vôo. Macho e fêmea são semelhantes.

Voz: “tero-tero”. Esse som é emitido dia e noite.


quero-quero macho

quero-quero fêmea

quero-quero jovem

Alimentação

O quero-quero se alimenta de invertebrados aquáticos e peixinhos que encontra na lama. Para capturá-los, ele agita a lama com as patas para provocar a fuga de suas presas. Também se alimenta de artrópodes e moluscos terrestres.


quero-quero se alimentando

Reprodução

Na primavera, a fêmea põe normalmente de três a quatro ovos. Nidificam em uma cavidade esgravatada no solo; os ovos têm formato de pião ou pêra, forma adequada para rolarem ao redor de seu próprio eixo e não lateralmente, sendo manchados, confundindo-se perfeitamente com o solo. Quando os adultos são espantados do ninho fingem-se de feridos a fim de desviar dali o inimigo; o macho, torna-se agressivo até mesmo a um homem.Os filhotes são nidífugos: capazes de abandonar o ninho quase que imediatamente após o descascamento do ovo.


Casal de quero-quero

Ninho de quero-quero

Ovo de quero-quero









Filhote de quero-quero

Hábitos

Costuma viver em banhados e pastagens; é visto em estradas, campos de futebol e próximo a fazendas, freqüentemente longe d'água. O quero-quero é sempre o primeiro a dar o alarme quando algum intruso invade seus domínios. É uma ave briguenta que provoca rixa com qualquer outra espécie habitante da mesma campina. As capivaras tiram bom proveito da convivência com o quero-quero, pois, conforme a entonação, o grito dessa ave pode significar perigo. Então os grandes roedores procuram refúgio na água.

Essa característica faz do quero-quero um excelente cão de guarda, sendo utilizado por algumas empresas que possuem seu parque fabril populado por estas aves.


Bando de quero-quero

Habitat de quero-quero

Distribuição Geográfica

O quero-quero é uma ave típica da América do Sul, sendo encontrado desde a Argentina e leste da Bolívia até a margem direita do baixo Amazonas e principalmente no Rio Grande do Sul, no Brasil. Habita as grandes campinas úmidas e os espraiados dos rios e lagoas.


Ocorrências registradas no WikiAves

Referências

  • WikiPedia, a enciclipédia livre. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Quero-quero>. Acessado em: 17 abr. 2009
  • EMBRAPA, Fauna de Vertebrados Selvagens de Campinas - Quero-Quero. Disponível em: <http://www.faunacps.cnpm.embrapa.br/ave/queroq.html>. Acessado em: 17 abr. 2009
  • Helmut Sick, 1988. “Ornitologia Brasileira”.
  • Marco Antonio de Andrade, 1997. “Aves Silvestres - Minas Gerais”.
  • John S. Dunning & William Belton, 1993. “Aves Silvestres do Rio Grande do Sul”.
. www.cantogauderio.com.br


sexta-feira, 10 de setembro de 2010

João-de-Barro e seus ninhos


Sempre me encanta ver os ninhos construídos pelo João-de-Barro.
Esse passarinho me fascina com sua destreza na modelagem da sua casinha.
Também me lembra a infância, com meus manos e amiguinhos, quando gostávamos de mexer no barro ou na argila e modelar nossas casinhas e demais artefatos.
No verão então, pura diversão, nos lambuzar de terra e água...
É...esse passarinho nos remete aos tempos das travessuras e brincadeiras de infância e nos fascina com sua habilidade com a argila, sendo que, não conta com as mãos como nós, e sim com seu bico.
No dia em que tirei essas fotografias encontrei três ninhos, dois na descida da entrada pelo Jardim Mauá e um na pracinha.
A medida que for encontrando outros irei registar a fim de se ter uma idéia de quanto ninhos tem na área.


Fotos: Adri
Em:10 de setembro de 2010
Local: 1ªfoto descida do Jardim Mauá,
2ª e 3ª foto da mesma árvore na pracinha



Pesquisei mais na internet: http://www.wikiaves.com.br/joao-de-barro

João-de-barro

Conhecido também como barreiro (Rio Grande do Sul), forneiro, pedreiro, oleiro e hornero (Argentina). A fêmea é conhecida como “joaninha-de-barro”,”maria-de-barro” ou “sabiazinho” em certas regiões. É conhecido por seu característico ninho de barro em forma de forno. O joão-de-barro é tido como passarinho trabalhador e inteligente. Seu canto parece uma gargalhada (no Sul dizem que, quando ele canta, é sinal de bom tempo) e é amigo de todos, lutando para salvar seu ninho, sua casa.
Dentre as várias canções populares sobre o joão-de-barro, uma se destacou nas vozes de Tonico e Tinoco:
O João de Barro pra ser feliz como eu
Certo dia resolveu
Arranjar uma companheira

No vai e vem com o barro da biquinha
Ele fez uma casinha
Lá no galho da Paineira

Toda manhã o pedreiro da floresta
Cantava fazendo festa
Pra'quela que tanto amava

Mas quando ele ia buscar o raminho
Para construir seu ninho
O seu amor lhe enganava

Mas nesse mundo o mal feito é descoberto
João de Barro viu de perto
Sua esperança perdida

Cego de dor trancou a porta da morada
Deixando lá sua amada
Presa pro resto da vida

Que semelhança marcando meu calendario
Só que eu fiz o contrário
Do que o João de Barro fez

Nosso Senhor me deu calma nessa hora
A ingrata eu pus pra fora
Onde anda eu não sei

Características

Mede 18 a 20cm. de comprimento e pesa 49 g. Possui o dorso inteiramente marrom avermelhado (por isso o epiteto específico rufus). Apresenta uma suave sobrancelha, formada por penas mais claras, em leve contraste com o restante da plumagem da cabeça. Rêmiges primárias (penas de vôo, nas asas) anegradas, visíveis em vôo, com as asas abertas. Ventralmente é de coloração clara (alguns indivíduos podem possuir o peito, flancos e barriga amarronzados, semelhante ao dorso), sendo o queixo e pescoço brancos. Excetua-se a cauda, que é avermelhada tanto dorsal quanto ventralmente. É uma das aves de mais fácil observação nos locais onde ocorre pois além de não se afastar muito de seu território não é nem um pouco arisca, deixando o observador chegar a poucos metros de distância. Quando não está empoleirada desce ao solo, onde passa boa parte de seu tempo caminhando de modo bem típico alternado pequenas corridas com intervalos nos quais anda mais devagar.

joão-de-barro adulto

joão-de-barro jovem

Alimentação

O pássaro, revirando as folhas, busca cupins, formigas ou içás no solo ou sob troncos caídos. Alimenta-se também de outros invertebrados, como minhocas e possivelmente moluscos. Aproveita restos alimentares humanos, como pedaços de pão.

joão-de-barro se alimentando

Reprodução

Juntos, o casal constrói um ninho interessante, em formato de forno de barro, o qual pode ser facilmente identificado no alto de árvores e postes em regiões campestres. No interior do ninho há uma parede que separa a entrada e a câmara incubadora, construída para diminuir as correntes de ar e o acesso de possíveis predadores. Utiliza como matéria-prima o barro úmido, esterco e palha, cujas proporções dependem do tipo de solo (se arenoso, a quantidade de esterco chega a ser maior do que a de terra).
Não utiliza o mesmo ninho por duas estações seguidas, parecendo realizar um rodízio entre dois a três ninhos, reparando ninhos velhos semi-destruídos. Quando não há mais espaço para a construção de novos ninhos, o pássaro o constrói em cima (até 11) ou ao lado do velho.
Em locais urbanizados, quando faltam suportes adequados, o joão-de-barro faz seu ninho até no peitoril de janelas. Neste caso ele escolhe o encontro entre a janela e a parede, assim como ele escolhe encontro de galhos quando faz ninho em árvores. As janelas devem estar em locais altos e de difícil acesso. Em locais descampados, com pouca ou nenhuma árvore alta, e como medida de proteção à espécie, recomenda-se erguer postes altos dotados de travessas horizontais. Estes serão usados para sua nidificação.
A construção do ninho demora entre 18 dias e 1 mês, dependendo da existência de chuvas e, portanto, de barro em abundância. O ninho pesa em torno de 4 kg e às vezes ocorre a construção de vários deles, sobrepostos (até 11), em anos consecutivos. Põe de 3 a 4 ovos, a partir de setembro e a incubação dura de 14 há 18 dias.
Uma vez abandonados, os ninhos são reutilizados por outras espécies de aves (canário-da-terra-verdadeiro) e até por abelhas.

Casal de joão-de-barro

Ninho de joão-de-barro

Ovo de joão-de-barro

Filhote de joão-de-barro

Hábitos

É muito comum em paisagens abertas, como campos, cerrados, pastagens, ao longo de rodovias e em jardins. Caminha pelo chão em busca de insetos, freqüentemente pousando em postes, cercas, galhos isolados e outros pontos que permitam uma boa visão dos arredores. Vive geralmente aos casais. Canta em dueto (macho e fêmea juntos, cada qual de um modo um pouco diferente) nos arredores do ninho em postura altiva e tremulando as asas, com um canto extremamente estridente. Há várias lendas sobre esta espécie e a mais famosa, que ja virou até tema de uma canção intitulada joão-de-barro, diz que se o macho for traído ele pode trancar a fêmea no ninho até que ela morra. Tal comportamento nunca foi registrado cientificamente. Algumas aves como pardais, canários e tuins podem usar ninhos de joão-de-barro abandonados. Uma provável dificuldade para a utilização dos ninhos é a temperatura de seu interior, que lhes confere o nome forno tanto no nome científico Furnarius quanto no nome em espanhol hornero. Esta ave tipicamente campestre vem aumentando significativamente tanto a sua distruibuição quanto abundância. É a ave símbolo da Argentina.

Habitat de joão-de-barro

Bando de joão-de-barro

Curiosidade

Um dia, conta-se, brigou com Tapera (andorinha), que chegou a dominá-lo e despejou-o do ninho ainda em construção. A fêmea ajuda na construção do ninho, mas parece não ser constante, abandonando o macho. O João-de-Barro é fiel até o fim e, por isso, quando percebe que a esposa mudou de amor, tampa a abertura da casa, fechando-a para sempre.

Casal de joão-de-barro

Lendas a respeito

Diz-se que havia um homem chamado João. Ele era um homem muito bondoso e fazia casas com barro e capim, cuidando sempre para fazê-la na posição correta (virada para o nascer do Sol). Ele era tão bondoso que não cobrava nada para construir casas. Depois de muitos e muitos anos, Deus achou melhor ele descansar ao seu lado. Todos entraram em prantos por causa da morte de João. Para consolá-los, Deus criou o “João-de-barro”, fazendo sua casa de barro e capim, sempre virada para o nascer do Sol.

Habitat de joão-de-barro

Distribuição Geográfica

Um dos pássaros mais populares das regiões Sul, Sudeste e Centro-oeste de nosso País. Está presente em áreas não florestadas, desde o sul até os estados de Goiás, Piauí e Alagoas. Recentemente tem ampliado seus limites para regiões onde tem ocorrido o desmatamento de grandes áreas, como o sudeste do Pará. Encontrado também na Argentina, Paraguai, Uruguai e Bolívia.

Ocorrências registradas no WikiAves

Referências

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Saíra-sete-cores


Quando participei da audiência pública sobre o Pano deManejo, estava presente um senhor, frequentador assíduo do Parcão, que afirmou que encontrou a Saíra de 7 cores, um pássaro em risco de extinção, nas suas caminhadas pelas trilhas do parque.
Ainda não tive esta sorte. Agora que encontrei esta foto na internet, fico na torcida para encontrá-lo e fotografá-lo. Se alguém tiver fotos dele no Parcão, ou maiores informações ou depoimentos, me mande notícias.
Pesquisei mais na internet: www.wikiaves.com.br

Saíra-sete-cores

A saíra-sete-cores é uma ave passeriforme da família Thraupidae. Também conhecida como Saíra-de-bando.

Características

Mede cerca de 13,5 cm de comprimento e pesa 18g. A fêmea é mais pálida e ao imaturo falta a cor viva do uropígio.


saíra-sete-cores macho

saíra-sete-cores fêmea

saíra-sete-cores jovem

Alimentação

Frugívoro, aprecia os frutos de palmeiras, goiaba, mamão, ameixa e caju. Alimenta-se também de insetos.


saíra-sete-cores se alimentando

Reprodução

Atinge a maturidade sexual aos 12 meses. Faz um ninho tipo tigela, onde põe geralmente de 2 a 4 ovos, tendo de 2 a 3 ninhadas por estação. Os filhotes nascem após 15-17 dias.


Casal de saíra-sete-cores

Ninho de saíra-sete-cores

Filhote de saíra-sete-cores

Hábitos

Pode ser encontrada em todos os estratos da floresta atlântica e nas matas baixas do litoral, onde é muito frequente.


Habitat de saíra-sete-cores

Bando de saíra-sete-cores

Distribuição Geográfica

Espécie bastante comum no sudeste brasileiro. Ocorre da Bahia e Minas Gerais ao Rio Grande do Sul.


Ocorrências registradas no WikiAves

Referências

  • Federação Ornitológica de Minas Gerais, Saíra-sete-cores - Disponível em: http://www.feomg.com.br/tan_sele.htm. Acesso em 05 mai. 2009.
  • Marigo, Luiz Claudio. A fantástica mata atlântica. n. 26.

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